Celúlas

 

 

 

 

A ORAÇÃO ABRE AS PORTAS DO CÉU

 

Para que o reino espiritual seja aberto em nossas vidas, o caminho a ser percorrido é através da oração, pois ela nos leva ao mundo espiritual, e Deus nos mostra as diretrizes para que sejamos vencedores frente ao complô satânico que luta ferozmente para nos parar e nos frear. Por isso, devemos treinar o nosso espírito de maneira que ele permaneça ligado ao Trono de Deus 24 horas por dia.

No episódio da ressurreição de Lázaro, Jesus orou em voz alta para que todos entendessem que tudo é movido por oração e que todas as coisas acontecem sob o Seu comando. Mas, Ele tinha uma vida regada a oração e jejum. Tudo só começa a acontecer, de fato, a partir do momento em que a oração passa a ser um estilo de vida. É o ato profético que concretiza as bênçãos do céu para nós.

A oração não ameniza um problema, ela o resolve, porque é um diálogo com Aquele que tudo pode. Não existe um filho que chegue diante do Pai, e, pedindo de acordo com Sua palavra, fique sem uma resposta que encha o seu coração de alegria (ainda que não seja o que está esperando).


A oração move o braço de Deus

Deus gosta de responder oração e, digo com convicção, tudo o que tenho e sou é por efeito da oração, e tudo na nossa história de vida é resultado dela. As pessoas que vemos hoje na Igreja são fruto de muitas orações, ou seja, alguém pagou um preço de oração por cada uma delas. Isso porque toda a oração tem resposta, se não a limitarmos ou colocarmos bloqueios nela, já que qualquer oração feita com fé será prontamente respondida.

O sucesso de um líder está na oração, que é a chave que move o braço dAquele que rege o Universo, Jesus. Através da oração, o Senhor abre portas e caminhos ao Seu povo. Deus diz: “...eis que porei um caminho no deserto, e rios no ermo” (Isaías 43:19). O ermo é um lugar deserto e que não tem um caminho específico para se seguir. É aí que Ele abrirá o caminho para que possamos encontrar a rota certa.

Ao sair do Egito, o povo de Deus não tinha para onde correr: de um lado estava o deserto; atrás havia o exército de Faraó; do outro lado, as montanhas; na frente, o mar. E o que fez Deus? Abriu um caminho no meio do mar. O inimigo quis se aproveitar do caminho do povo de Deus, mas foi tragado.

Mortificando a carne pela oração

Qual a oração que tem efeito? Digo que é aquela pela qual se chega adequadamente diante do Senhor. A pessoa deve ter o coração quebrantado, sincero e disposto, além da essência da fé. É aí que verificamos o quanto precisamos aprender a “morrer” diariamente para a nossa carne, nossas vontades. Quanto mais morremos na carne, nas nossas vontades, Deus começa a operar. Quanto mais perto de Deus você estiver, mais humilde ficará, porque verá o quanto Ele é Santo, e você, pecador e necessitado dEle.

A oração que toca o coração de Deus é aquela na qual o homem deixa-se morrer. Aquele que ama a Deus não vive na prática do pecado e, sim, para Deus em santidade. A carne deve estar subjugada ao Espírito, pois, para o cristão, o Espírito é senhor e a carne é serva. Você não deve ser o que deseja sua carne, e, sim, o que o Espírito quer, pois este manda na carne. É assim que se vence a carne: através do Espírito que nos vivifica. “Porque, se viverdes segundo a carne, morrereis; mas, se pelo Espírito mortificardes as obras do corpo, vivereis” (Romanos 8:13).

Deus ouve o coração quebrantado

Algumas pessoas oram por um propósito e, caso Deus lhes dê outra direção, não aceitam. Não sabemos se a resposta que Deus nos dará é a que queremos ouvir, mas devemos estar dispostos a obedecer.

Devemos ter a certeza de que toda e qualquer situação poderá ser revertida pela oração. A oração do justo é poderosa nos seus resultados. Se você é justo e ora, o resultado será poderoso. “Confessai as vossas culpas uns aos outros, e orai uns pelos outros, para que sareis. A oração feita por um justo pode muito em seus efeitos.” (Tiago 5:16)

Uma pessoa pode receber a resposta que deseja lutando por ela na força do próprio braço e, ao consegui-la, descobrir que não era o melhor. Todavia, se sua causa for apresentada diante do tribunal de Deus, deixe Ele decidir o que é melhor para a sua vida, ainda que você não entenda tal decisão. Saiba que Deus não é surdo. Ele ouve suas orações, e, no momento certo, as responderá. “Porque os olhos do Senhor estão sobre os justos, E os seus ouvidos atentos às suas orações” (I Pedro 3:12a). Lembre-se do que Jesus disse: Pai, tu sempre me ouves (João 11:42).

Ninguém nunca se encherá totalmente de oração, mas ela enche taças e taças diante de Deus. “E, havendo tomado o livro, os quatro animais e os vinte e quatro anciãos prostraram-se diante do Cordeiro, tendo todos eles harpas e salvas de ouro cheias de incenso, que são as orações dos santos.” (Apocalipse 5:8). Na hora que você precisar, Ele mesmo derramará as respostas das taças de intercessões que você colocou diante do Seu trono, e, então, você será poderosamente abençoado. A oração é algo que nos traz segurança, pois Deus tem prazer em respondê-la. Quanto mais ligado ao Trono, mais resposta você terá (Daniel 1:4).

A oração, além de abrir caminhos no sobrenatural, nos ensina a ser verdadeiros, sinceros. Certo dia, Davi encontrou-se numa situação em que seu conceito com Deus estava em baixa e, para o homem que foi considerado segundo o coração de Deus, faltou até destreza para orar. Ele ficou sem ação para buscar ao Senhor. Davi aprendeu a rota da adoração após perder muitos privilégios com Deus e só conseguiu obtê-los de volta, creditados em sua oração, quando se humilhou.

Deus ouve o coração quebrantado. Você pode fazer a oração que quiser, contudo, se não tiver quebrantamento, não terá resposta! O homem que desejar atrair a glória de Deus para si necessita de um coração quebrantado. Veja como Davi se expressa no Salmo 86:

“Inclina, Senhor, os teus ouvidos, e ouve-me, porque sou pobre e necessitado. Preserva a minha vida, pois sou piedoso; ó Deus meu, salva o teu servo, que em ti confia. Compadece-te de mim, ó Senhor, pois a ti clamo o dia todo. Alegra a alma do teu servo, pois a ti, Senhor, elevo a minha alma. Porque tu, Senhor, és bom, e pronto a perdoar, e abundante em benignidade para com todos os que te invocam. Dá ouvidos, Senhor, à minha oração, e atende à voz das minhas súplicas. No dia da minha angústia clamo a ti, porque tu me respondes. Entre os deuses nenhum há semelhante a ti, Senhor, nem há obras como as tuas. Todas as nações que fizeste virão e se prostrarão diante de ti, Senhor, e glorificarão o teu nome. Ensina-me, Senhor, o teu caminho, e andarei na tua verdade; dispõe o meu coração para temer o teu nome. Louvar-te-ei, Senhor Deus meu, de todo o meu coração, e glorificarei o teu nome para sempre. Pois grande é a tua benignidade para comigo, e livraste a minha alma das profundezas do Seol. Pois grande é a tua benignidade para comigo, e livraste a minha alma das profundezas do Seol. Ó Deus, os soberbos têm-se levantado contra mim, e um bando de homens violentos procura tirar-me a vida; eles não te puseram diante dos seus olhos. Mas tu, Senhor, és um Deus compassivo e benigno, longânimo, e abundante em graça e em fidelidade. Volta-te para mim, e compadece-te de mim; dá a tua força ao teu servo, e a salva o filho da tua serva. Mostra-me um sinal do teu favor, para que o vejam aqueles que me odeiam, e sejam envergonhados, por me haveres tu, Senhor, ajuntado e confortado”.

A oração é um caminho construído à base de intimidade com Deus. É como se fosse um casamento onde o diálogo é uma poderosa ferramenta para a sua sobrevivência. Com Deus, deve existir um diálogo de sinceridade, humildade e quebrantamento.

Que você se disponha a construir um caminho de intimidade com o Pai, crendo que através da sua oração, portas de bênçãos se abrem para todas as áreas da sua vida.

 

 

Onde Estiver o Cadáver se Ajuntarão as Águias

 

 

 
 

"Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas, e farão tão grandes sinais e prodígios que, se possível fora, enganariam até os escolhidos. Eis que eu vo-lo tenho predito. Portanto, se vos disserem: Eis que ele está no deserto, não saiais. Eis que ele está no interior da casa; não acrediteis. Porque, assim como o relâmpago sai do oriente e se mostra até ao ocidente, assim será também a vinda do Filho do homem. Pois onde estiver o cadáver, aí se ajuntarão as águias.” (Mateus 24:24-28)

         Águia (αετός [grego], נשר [hebraico]) é o nome comum dado a algumas aves de rapina da família Accipitridae, geralmente de grande porte, carnívoras, de grande acuidade visual. Por vezes, dentro de um mesmo gênero ocorrem espécies conhecidas popularmente por gavião ou búteo.
         As aves de rapina - ou rapinantes - são aves carnívoras que compartilham características semelhantes: bicos recurvados e pontiagudos, garras fortes e visão de longo alcance. Assim as rapinantes são aves ágeis na captura de seus alimentos: grandes artrópodes, peixes, anfíbios, pequenos mamíferos e pequenas aves. Mas cada rapinante está adaptada para caçar um tipo de animal, ou certo grupo deles. Por exemplo: Abutres, urubus e corvos são aves necrófagas (não caçam, mas alimentam-se de carcaças de animais já mortos), enquanto as águias são aves raptoras, ou seja, capturam suas presas e as levam ainda vivas para o ninho, onde são finalmente devoradas.
         Por essa mesma razão, esse trecho do Evangelho segundo Mateus me causa forte impressão, especialmente a parte que relaciona águias a um cadáver. Em condições normais, nunca veríamos águias em torno de um cadáver. Essa é uma atitude típica de aves necrófagas, como o próprio nome diz, comedoras de cadáveres (do grego νεκρός, nekrós = “cadáver”; τρώγων trógon = “devorador de”) como os corvos (no grego κοράκι, koráki), urubus e abutres (do grego όρνιο, órvio).
         Duas características das águias tornam essa situação ainda mais estranha: a primeira é que águias (αετός) são seres solitários, não caçam em grupo; a segunda é que águias caçam animais vivos, a ponto de ser grande a probabilidade de sua caça chegar ainda viva ao seu ninho, onde então é devorada pela águia adulta e seus filhotes. Ou seja: enquanto corvos e abutres são responsáveis por limpar a natureza das carcaças de animais mortos, livrando o meio ambiente da conseqüente contaminação, as águias capturam animais vivos para sua alimentação. Portanto, a visão de águias se reunindo em torno de um cadáver é algo terrível, porque é prenúncio de situações terríveis.
         A primeira situação terrível é ausência absoluta de alimento vivo – peixes, roedores e aves - uma águia se sujeitaria a disputar pedaços de um cadáver. Transferindo esta visão ao aspecto simbólico espiritual da águia - a alma humana – seria algo terrível como a alma humana mergulhada em trevas, sem acesso ao alimento vivo da Palavra de DEUS e se alimentando de doutrinas mortas, contaminadas, em decomposição, ídolos inócuos e rituais fantasiosos.
         A segunda situação terrível é a carência generalizada de alimento saudável. A imagem de várias águias disputando um cadáver retrata uma situação de carência total de alimento saudável, a ponto das águias se reunirem em torno de um cadáver. Não se trata de uma situação individual. Não se trata de apenas uma águia sem caça no seu território, mas de várias águias que não dispõem do alimento que a Natureza normalmente lhe fornece. Águias são predadores que enxergam muito longe e na situação retratada em Mateus, a visão das águias não encontra seu alimento mesmo ao longe. Outro importante aspecto é que as águias tem seu território bem definido. Não é comum uma águia invadir o território de outra águia, a menos que haja carência de caça no seu próprio território. Transpondo esta visão para o âmbito espiritual, onde a águia representa a alma humana, podemos imaginar uma multidão de almas famintas da Palavra de DEUS, sem no entanto ter acesso a ela. Essas almas se agrupam em torno dos falsos ensinos e se contaminam com eles, servindo a falsos deuses, falsos profetas e falsos messias, mergulhadas nas trevas da ignorância e da apostasia. Essas almas adoecem com a continuidade desse espetáculo tenebroso e a conseqüência é a morte.
         A terceira situação terrível é a mudança no comportamento natural. Mateus descreve águias, no plural. São várias águias em torno de um único cadáver, disputando seus restos, como se fossem abutres. Este é o comportamento extremo oposto ao natural das águias, caçadoras solitárias, de vida reservada, seletivas quanto ao alimento que capturam vivo, para si e sua prole. A situação descrita por Mateus aborda a total inversão desse comportamento, com a adoção de atitudes típicas de animais que são comumente associados às abominações e à repugnância – abutres e corvos. As almas humanas, espiritualmente representadas por essas águias, comportam-se de maneira totalmente inversa ao que seria o seu projeto original, tornam-se abominações espirituais, afastadas da vontade de DEUS, caminhando com suas próprias asas para a sua extinção.
         Mateus descreve um tempo próximo à segunda e definitiva vinda do Filho de DEUS. Um tempo em que falsos profetas e falsos messias arrastarão multidões para seus falsos ensinos e falsas doutrinas por meio de feitos maravilhosos e enganosos. É o próprio Jesus Cristo quem descreve esta situação drástica e abominável, onde águias – almas humanas - abandonam seu comportamento natural e se atiram à promiscuidade e contaminação devido à ação desses falsos profetas e falsos messias.
         Havemos de cuidar da doutrina que abraçamos para a nossa salvação.Do alimento espiritual que ingerimos, a fim de não nos contaminarmos. Do alimento espiritual que ministramos aos nossos filhos naturais e espirituais, a fim de que não se maravilhem com os feitos extraordinários dos falsos profetas e falsos messias e com isso se desviem. Havemos de cuidar que não sejamos desviados nesses últimos dias. Assim seja, em nome de Jesus.